quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

os chinelos!

Eu também tenho um coração Seat! Está guardado na caixa dos sentimentos!


E também tenho uns chinelos amarelos, mas são amarelo-torrado (ou apenas, um amarelo esquisito)! Foram oferecidos por alguém que já se tinha servido deles durante um longo período de tempo! Por isso, neste momento existe uma confluência de cheiros intensos! O meu cheiro e o teu! (risos) Contudo, ainda se consegue aguentar a carcoma que emana do uso diário… as solas estão gastas e, como se costuma dizer, o chinelo já anda com fome! Pensei em dar-lhe de comer… mas talvez aumentasse o cheiro!
Há dias em que permaneço com eles horas infindáveis... só pelo calor do sentimento! Mas há chinelos com sentimentos? Estes têm! São especiais… ou alguém os tornou distintos! Quando estiverem perto da reforma (espero que não se antecipe por alguma doença mortífera) vou guardá-los em qualquer canto da casa (e do coração) … porém tem que ser num local estratégico para não aborrecer nem incomodar os recantos da minha mãe! Entretanto, vou dançando com eles algumas músicas daquela banda sonora, vou saltando à corda e deslizando no pátio molhado pela chuva… ate cair! Ou então, vou esperar que eles me aqueçam os pés enquanto vejo aquela série ou escrevo qualquer coisa na folha branca!

"After you've gone, after you've gone away" mas não para longe do coração! :P

Quando o riso ganha “corpo”!?!?!

Tal como a geração espontânea o riso pode surgir do nada! Mas o riso também tem “Pais” pode surgir de caretas, das quedas das outras pessoas ou de si próprias. Rio-me enquanto escrevo estas palavras, e porque será… vamos falar nas quedas e lembramo-nos sempre de algumas que nos fazem rir… continuando a breve história do riso, este também pode descender das anedotas secas, que fazem delírios a muitas pessoas… esta foi seca. Apresentando o irmão do riso (o sorriso muito mais simples e reservado) a irmã (a gargalhada estridente que fazem horrores aos ouvidos) os primos afastados (os risos às pinguinhas), os tios (riso com soluços) e por fim os avós (pensamos que vamos rir e depois ja não rimos).
Rir é do melhor, mas temos que ter cuidado…. Pode causar interpretações maldosas… Na rua a rir para uma árvore, no autocarro a rir para o passe, na escola para o quadro, na casa de banho para o espelho… e então identificam-se!??? Eu não posso comentar… estou a rir-me para o computador!!!
E quando dói a barriga de tanto rir, outros quase que urinam (ou talvez mesmo) e os que paralelamente conjugam o choro com o riso. Lembrei-me agora, também há quem estremeça a rir, dê saltos, deite-se no chão e o pior de tudo irrite os outros com o seu riso… e aí nasce o sorriso amarelo no outro ( o inimigo do riso). Sim, porque até para riso nem tudo sorri…

Porque rir é do melhor e tem direito a existir… vou fazer cócegas a mim mesma para me rir do que escrevi…ihihihihih

Corações Seat

Há quem não tenha coração… mas existiu um dia que haviam pessoas com mais do que um!!!! Devemos agradecer a Seat…
E por incrível que pareça, eles eram bem visíveis… corações na testa, nos braços, nas mãos, no tronco… havia corações em todo o lado! Sinal de vida e vitalidade!!! E tornou-se contagiante!
Os corações apoderaram-se de algumas pessoas e transformaram-nas…e ao som da bela música do Rui Veloso, riam-se, faziam outros rir ou sorrir! E alguém como é sina chorou naquela música que a faz despertar para um turbilhão de lembranças e memórias… e que continua a fazer sentido na dupla redundância da palavra.
A grande invicta foi um porto de abrigo, de grandes vivências e paixões…
E a paixão continua enquanto o coração palpitar!!!!!!

Os corações que foram doados continuam vivos!

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

o paradigma do devaneio!

Subitamente cresceu em mim algo de muito intenso e drástico que perturba os meus pensamentos e anseia a minha alma! Apesar dos esforços persistentes e ininterruptos não tenho capacidades psicológicas para desvendar este incomodo tão real. Por isso, pensei em cantar para afugentar estes pássaros que assombram o meu mais dúbio pensamento… pensei em dançar para maldizer os escárnios e a tentação afligida ao pensamento… pensei em correr loucamente largando os pesos da mente na calçada… pensei apenas em tomar um doce e quente chá com o intuito de aquecer o que o gelo teima em congelar! Ou então escrever… escrever desenfreadamente as palavras que o pensamento delibera… sem qualquer lógica ou conexão… construindo frases bravias! Remeti este interminável questionamento para o amor… para a paixão e, consequentemente para a dor! Contudo, depreendi que, hoje, o meu pensamento está dissociado dessa implacabilidade! Mas mantendo esta exuberante vontade de encontrar e percorrer este caminho do pensamento procurei intimamente as respostas! Interrogo-me como é possível desintegrar o pensamento da canícula do coração! Como é possível aliviar o pensamento dos males que perturbam o coração! Como é possível quebrar estas correntes tórridas do dinamismo intelectual! Atrevo-me a afirmar que nunca serei um ser, mesmo que forçosamente, demasiado racional! Apesar de racionalizar as racionalidades da existência e procurar os pensamentos mais imperturbáveis, as questões mais macabras e as respostas mais insensatas! Posso criar uma ínfima parte do mundo! Porque no Fédon o próprio Platão descreveu um mundo completamente estranho ao que nos é permitido visualizar, interpretar e compreender! Será que apenas transferiu para o papel o que Sócrates havia lhe ensinado tão intensamente… somos, realmente, capazes de racionalizar (mantendo o sussurro da emoção)! Imaginar e Criar… teimar que essa imaginação imaginada é a pura verdade e a lógica da humanidade!

Criar o método mundano num papel que poderá ser vivido… nem que seja apenas por mim!

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Anúncio…

“Rapaz com futuro procura rapariga sem passado!!!”

As saudações natalícias

É cada vez mais recorrente no final do mês de Setembro, inícios de Outubro as instâncias comerciais investirem em produtos para o Natal. E as pessoas começam de imediato a desejar um Feliz Natal…
Creio que tornou-se moda e não o fazem com sentimento, mas sim porque fica sempre bem dizer… É como se esperassem por esta época para desejar, o que de bom existe aos outros!!!
O Natal é uma época consumista e que dá lucro ao comércio… não existem metamorfoses, mas sim camuflagens… Acontece uma falsa transformação que é momentânea.
A nossa passagem por esta vida não se resume ao Natal… não esperem por esta data para darem presentes, até porque já são esperados. E não têm tanto valor sentimental…eheheh

E só se vive uma vez…

Poio!

Peremptoriamente, que toda a gente sabe que no nosso pequeno Portugal existe uma disparidade linguística, ou seja, que as pessoas atribuem diferentes sinónimos às palavras! Ou então, atribuem sons diferentes ao pronunciar algumas sílabas. Eu, como mulher do Minho, também tenho algumas peculiaridades linguísticas como por exemplo: Bou ir.
Biba, ao meu eterno sotaque nortenho com uma mistura de sílabas do porto e outros daqui da zona do alto Minho!
Considero esta característica (talvez defeito) como algo demasiado intrínseco que advém da minha estranha socialização. No entanto, somente reforço o meu sotaque aquando de divertidas situações, isto é, na brincadeira! (risos) Não é que me orgulho de dar alguns erros linguísticos (por vezes, bastante graves, como Bácina)… porém, volto a referir que é algo natural.
Tamanha introdução só para demonstrar que existe um leque variadíssimo de diferenças bizarras que caracterizam as zonas e as pessoas! Num dos muitos momentos de interacção com a minha mana Alice, percebi que em terras paradisíacas da madeira referem por vezes a palavra poio com outro sentido, dispare do significado nortenho, contudo de acordo com o dicionário português! Fiquei estupefacta quando na conversa ela diz: há um poio em frente a minha casa! Ainda parva com o teor da conversa respondi: lá na minha terra há muitos espalhados pelo caminho! Após este contra-senso demos início à nossa discussão sobre o termo poio envolvida em gargalhadas e, consequentemente, com o recurso a outros termos próprios da madeira e de biana de castillo, não esquecendo a nossa amada inbicta!

Que vicissitudes linguísticas…