segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Por terras desconhecidas …

Procurar um terreno para construir um abrigo… de mais ou menos fácil construção com muito esforço eheheh lá se concretizou o objectivo. No meio de nada e de muito…or com muitos vizinhos ora com poucos… com o som de fundo do barulho dos aviões que só davam descanso em determinadas horas do dia…
Sandes de fiambre de delicias, que boas que eram as primeiras… mas depois… quase que sonhava com a sandes após de algumas vezes que se tornaram residentes do quotidiano. Aquele cheiro…
As visitas ao parques de estacionamento eheheh, as caminhadas semi orientadas, o deslumbramento do desconhecido… a dificuldade em abrir certas garrafas… que depois alguém se espumou… eheheh Grandes vivências com peripécias memoráveis. E quando o final para nós era a porta principal???? E a sopa, lembras-te da sopa??? the best…Castigo para o vício do telemóvel….e claro não poderia terminar sem mencionar as caixas multibanco, personagens principais no início da aventura…

Muito mais que o aparente…

Quando a beleza da cumplicidade se une e os mesmos objectivos se encontram tudo se torna mais fácil.
Caminhando sem destino planeado, contornando pequenos espaços que depressa ganharam um grande espaço naquele que é o comandante da vida.
A inocência das coisas torna tão mais belo o olhar e o que dai advêm.
Caminhando lado a lado, descobrindo novas coisas que nos fazem sonhar, acreditar e com vontade de viver… que nos fazem chorar, recordar, amar e sentir…
Por cada lugar que passamos, deixamos um pouco de nós e deixamo-nos contagiar…e por isso não temos uma só morada…
E nas páginas do livro da vida os caminhos não acabam…

domingo, 3 de fevereiro de 2008

O quarto da janela azul!

Após onze dias de estadia na casa das incríveis amigas italianas, não esquecendo o cão com três patas… recarreguei as minhas malas e mudei-me para outro lado! Para o meu quarto! O taxista que me prestou o serviço na traslação dos meus bens materiais falava inglês mas não conhecia a rua do meu novo lar! Estranho! Eu, com o meu português-inglês-italiano consegui dar as indicações correctamente! Bravíssima!

Chegada a esta via pequenina, sossegada e encantadora… depois de ter encontrado uma mão que me ajudasse com o peso das malas… encontrei no piso-que-ainda-não-sei-qual-é as minhas simpáticas e cordiais co-inquilinas. Com um bom jantar típico dos romanos, e dos demais italianos, saudamos esta nova etapa… e com um bom vinho siciliano brindamos aos presentes! Acomodei-me no meu quarto… rimos e descobrimos pormenores…
…contudo, a comemoração e o salutar de uma nova etapa teve o seu apogeu durante o percurso pelos recantos e encantos de um bairro típico romano… a beber… a rir… a sorrir… a conversar… a descortinar.
O bairro realmente é típico na sua beldade!

Hoje, fomos até a um edifício com um aspecto arruinado, porém delicioso com o prazer do convívio que exaltava… com uma pequena fanfarra de jovens… que realmente me fazem crer que a nossa geração não é rasca!
Singing and dance... lá lá lá hey

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

um amigo romano!

Tenho um novo amigo… repleto de características peculiares! Apenas comunica com as palavras estanques que conhece porém permite-me interagir com os outros! Encontrei-o em Roma, numa das muitas investidas de comunicação verbal…
A Sara decidiu emprestar-me este amigo tão especial! Disse-me: usa e abusa dele… leva-o contigo para todo o lado… mantém-lo perto de ti… não te zangues com ele quando não te oferecer o que procuras… às vezes, não sabe algumas das especificidades do ser humano em Roma!

“Hoje fiz um amigo… e coisa mais preciosa no mundo não há”

Este novo amigo acompanha-me em todas as aventuras romanas… hoje, fomos outra vez ao magnífico centro da cidade e decidimos levar a máquina fotográfica. Tomei consciência que não consigo captar o momento nem reter a beleza do que observo. Fiquei demasiado triste… porém pensei… vou continuar a tirar fotografias desniveladas, desfocadas e escuras até que encontre o jeito à arte.
Apesar do meu sentido de orientação ser bastante aceitável, sobretudo para a mente feminina… esta gigantesca cidade tem me dado algumas voltas (ou mesmo demasiadas voltas) à cabeça, pelo que os neurónios quase entram em curto-circuito… penso, tento orientar-me, reencontrar a rota e perceber a complexidade… DEVAGAR mas estou a conseguir!
Encontrei aquilo que os livros de História me ensinaram e o que reti com entusiasmo e satisfação!

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

o rosa em roma!

Hoje, os meus dedos estão mais coloridos!
Têm umas pintas cor-de-rosa nas pontas... algo que não cobre completamente as unhas mas que as torna mais vistosas. É um cor-de-rosa choque... que até combina com o meu tom de pele! (risos) demasiado glamour!
Esta aparência vistosa condiz com a beleza da cidade romana. Ou não! Excessivamente fútil para comparar as duas belezas. Uma não-beldade e outra esplêndida!
Fui caminhar pelas ruas de roma imperial... com esta cor chocante agarrada às minhas unhas... penso que não assustei os romanos vivos, porém as estátuas faleceram quando passei! (risos) penso que não visualizavam tão chocante cor desde que se tornaram pedra!

bella città

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

" O restaurante favorito"

Ai, o restaurante… porque será que era o favorito??!! Comida do melhor e direito a uma mesa de imediato??? Eheheh Pois nem sempre era assim, mas, é como tudo aquilo que gostamos, não pode ser perfeito e nem por isso deixamos de gostar.
Citando o autor da célebre frase“ há coisas que a razão desconhece” e o enamoramento seja pelo que for não parte de nós, surge e não avisa!! Há algo que nos fascina e a partir daí vamos criando laços e a separação/ ausência torna-se dolorosa. Não falamos apenas das relações entre humanos, mas também entre nós e os espaços que nos rodeia que também nos faz falta. E o restaurante já fazia parte do quotidiano… as 12h em ponto, não podia haver atrasos, mas era algo raro. A pontualidade em conjunto era quase impossível, mas já fazia parte… era assim que se passava…o que é importante é que nunca criámos raízes no período de espera. Ehehe
Chegada a parte do encontro lá caminhávamos para o interior do restaurante, sempre tão bem frequentado, não admira!!!, basta falar da nossa ilustre presença.
Indecisões na comida, carne, peixe ou vegetariana… risos com as escolhas e com a ajuda dos funcionários. Pensando nós, sempre que sentadas à mesa, estava tudo pronto para iniciarmos a refeição havia alguém que se esquecia frequentemente do guardanapo ou a colher de sobremesa… uma cabeça de vento…
Momentos extremamente marcantes e sem dúvida um dos espaços que tem muitas histórias para contar… as coisas passam por nós mas permanecem no livro das memórias e o mais importante … RECORDAR É VIVER.

Fica combinado para a hora do costume… a ver se não há atrasos!!!!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

"bamos" falar sobre o tempo!

Diz a meteorologia e, consequentemente, os diversos canais informativos que as temperaturas nas ilhas madeirenses rondam os vinte e poucos graus celsius! Nós por cá contentamo-nos com menos calor, sobretudo no que concerne ao clima invernal.
- “Ai que calor!” – afirma uma peculiar madeirense com o coração depositado na “Inbicta”.
RESPONDO: “por aqui há muito mais calor ... humano!”

Aos que permanecem apesar das ventanias e das chuvadas intensas!