segunda-feira, 17 de março de 2008

O valor de um sorriso ...

O sorriso não custa, é construtor e criador. Por vezes não demora mais do que simples segundos mas que por imensas vezes é guardado nas memórias dos sentimentos, dos momentos …
O sorriso transforma as tristes faces em rostos mais brilhantes, uma alma cinzenta a ganhar outra cor! O sorriso é a ponte para diversas interacções … é um cartão de visita que convida à harmonia, à procura da liberdade de viver. A sinceridade de um sorriso faz um outro feliz…


Porque existem sorrisos que nuca se esquecem ...

sexta-feira, 14 de março de 2008

Ai

Há dias que apenas surge uma palavra que apesar de não significar muito diz sempre qualquer coisa: Ai! Neste momento o tal AI acompanha: Ai que saudades! Porém este Ai não significa dor...
e porquê este acordar da saudade... ou talvez um despertar mais desassossegado? Porque ao acordar senti o vento do norte... a brisa do oceano... e o aquecer dos dias! E todo este confluir de sensações transporta os meus sentidos para os ja vividos sentidos! Há sempre alguma semelhança ou qualquer recordação que contraria a vivência única e exacta destes dias!
Apesar dos dias romanos serem vividos de uma forma intensa e extraordinariamente alegre... aquilo que permanece (intacto) na lusitânia marca o compasso da experiência!
Porque a alma é portuguesa... e o coração se divide.


"...disse que uma vez entrou numa drogaria e sentiu o mesmo cheiro que sentira no seu quarto uma noite, depois de ter sonhado. Deve estar perto". Gabriel Garcia Marquez

quinta-feira, 13 de março de 2008

Estilosos...

Ah e tal porque existem os estilosos… uma das essências destes estilosos passa pela calças que se estendem até o chão que seguramente limpam as ruas levando consigo milhões ou talvez biliões de bactérias…e ouvem comentários do género “ olha-me essa bainha, tem algum jeito?!!”… mas que pergunta??? É claro que tem jeito, serve para infinitas coisas. Se passam na rua e tem xixi de cão, as calças entram em acção, se tem pastilhas elásticas dão-lhe abrigo numa “beirinha” das calças porque elas são fantásticas, ah pois é… e quando pelo caminho encontram um obstáculo, as calças ficam presas e claro o cinto não existe e depressa as calças estão por meia perna e lá aparecem as tais peças interiores fundamentais, com os mais variados padrões incluindo os tais morangos!!!! que interessa tudo isto se o que verdadeiramente importa é o estilo… eheheh

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Por terras desconhecidas …

Procurar um terreno para construir um abrigo… de mais ou menos fácil construção com muito esforço eheheh lá se concretizou o objectivo. No meio de nada e de muito…or com muitos vizinhos ora com poucos… com o som de fundo do barulho dos aviões que só davam descanso em determinadas horas do dia…
Sandes de fiambre de delicias, que boas que eram as primeiras… mas depois… quase que sonhava com a sandes após de algumas vezes que se tornaram residentes do quotidiano. Aquele cheiro…
As visitas ao parques de estacionamento eheheh, as caminhadas semi orientadas, o deslumbramento do desconhecido… a dificuldade em abrir certas garrafas… que depois alguém se espumou… eheheh Grandes vivências com peripécias memoráveis. E quando o final para nós era a porta principal???? E a sopa, lembras-te da sopa??? the best…Castigo para o vício do telemóvel….e claro não poderia terminar sem mencionar as caixas multibanco, personagens principais no início da aventura…

Muito mais que o aparente…

Quando a beleza da cumplicidade se une e os mesmos objectivos se encontram tudo se torna mais fácil.
Caminhando sem destino planeado, contornando pequenos espaços que depressa ganharam um grande espaço naquele que é o comandante da vida.
A inocência das coisas torna tão mais belo o olhar e o que dai advêm.
Caminhando lado a lado, descobrindo novas coisas que nos fazem sonhar, acreditar e com vontade de viver… que nos fazem chorar, recordar, amar e sentir…
Por cada lugar que passamos, deixamos um pouco de nós e deixamo-nos contagiar…e por isso não temos uma só morada…
E nas páginas do livro da vida os caminhos não acabam…

domingo, 3 de fevereiro de 2008

O quarto da janela azul!

Após onze dias de estadia na casa das incríveis amigas italianas, não esquecendo o cão com três patas… recarreguei as minhas malas e mudei-me para outro lado! Para o meu quarto! O taxista que me prestou o serviço na traslação dos meus bens materiais falava inglês mas não conhecia a rua do meu novo lar! Estranho! Eu, com o meu português-inglês-italiano consegui dar as indicações correctamente! Bravíssima!

Chegada a esta via pequenina, sossegada e encantadora… depois de ter encontrado uma mão que me ajudasse com o peso das malas… encontrei no piso-que-ainda-não-sei-qual-é as minhas simpáticas e cordiais co-inquilinas. Com um bom jantar típico dos romanos, e dos demais italianos, saudamos esta nova etapa… e com um bom vinho siciliano brindamos aos presentes! Acomodei-me no meu quarto… rimos e descobrimos pormenores…
…contudo, a comemoração e o salutar de uma nova etapa teve o seu apogeu durante o percurso pelos recantos e encantos de um bairro típico romano… a beber… a rir… a sorrir… a conversar… a descortinar.
O bairro realmente é típico na sua beldade!

Hoje, fomos até a um edifício com um aspecto arruinado, porém delicioso com o prazer do convívio que exaltava… com uma pequena fanfarra de jovens… que realmente me fazem crer que a nossa geração não é rasca!
Singing and dance... lá lá lá hey

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

um amigo romano!

Tenho um novo amigo… repleto de características peculiares! Apenas comunica com as palavras estanques que conhece porém permite-me interagir com os outros! Encontrei-o em Roma, numa das muitas investidas de comunicação verbal…
A Sara decidiu emprestar-me este amigo tão especial! Disse-me: usa e abusa dele… leva-o contigo para todo o lado… mantém-lo perto de ti… não te zangues com ele quando não te oferecer o que procuras… às vezes, não sabe algumas das especificidades do ser humano em Roma!

“Hoje fiz um amigo… e coisa mais preciosa no mundo não há”

Este novo amigo acompanha-me em todas as aventuras romanas… hoje, fomos outra vez ao magnífico centro da cidade e decidimos levar a máquina fotográfica. Tomei consciência que não consigo captar o momento nem reter a beleza do que observo. Fiquei demasiado triste… porém pensei… vou continuar a tirar fotografias desniveladas, desfocadas e escuras até que encontre o jeito à arte.
Apesar do meu sentido de orientação ser bastante aceitável, sobretudo para a mente feminina… esta gigantesca cidade tem me dado algumas voltas (ou mesmo demasiadas voltas) à cabeça, pelo que os neurónios quase entram em curto-circuito… penso, tento orientar-me, reencontrar a rota e perceber a complexidade… DEVAGAR mas estou a conseguir!
Encontrei aquilo que os livros de História me ensinaram e o que reti com entusiasmo e satisfação!